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sábado, 20 de dezembro de 2014
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Produção industrial cai pelo 4º mês em junho - ISM
A produção industrial brasileira caiu pelo quarto mês seguido em
junho, recuando 1,4% na comparação com maio e 6,9% em relação a junho do
ano passado. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (1º) pelo IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado no segundo trimestre, portanto, foi negativo em 5,4%. Nos seis primeiros meses do ano, a queda acumulada é de 2,6%.
A última vez que a produção caiu por quatro meses seguidos foi entre maio e agosto de 2010. Na comparação anual, a queda de 6,9% da produção é a mais intensa desde setembro de 2009 (quando tinha caído 7,4%).
Analistas consultados pela agência de notícias Reuters esperavam uma queda de 2,25% na produção de junho em relação a maio. Em relação a junho do ano passado, a projeção era negativa em 7,65%
Em maio, a produção industrial tinha caído 0,6% em relação a abril e 3,2% em comparação com maio do ano anterior. O índice também tinha recuado 0,3% em abril e 0,5% em março.
Além da Copa, fatores como inflação alta e câmbio valorizado também prejudicam a produção industrial, e deixam os empresários menos confiantes, de acordo com analistas ouvidos pela Reuters.
A crise na indústria já custou cerca de 60 mil empregos em maio e junho, de acordo com dados do Ministério do Trabalho.
A expectativa de economistas ouvidos semanalmente pelo Banco Central é que a produção industrial encolha 1,15% neste ano.
O resultado no segundo trimestre, portanto, foi negativo em 5,4%. Nos seis primeiros meses do ano, a queda acumulada é de 2,6%.
A última vez que a produção caiu por quatro meses seguidos foi entre maio e agosto de 2010. Na comparação anual, a queda de 6,9% da produção é a mais intensa desde setembro de 2009 (quando tinha caído 7,4%).
Analistas consultados pela agência de notícias Reuters esperavam uma queda de 2,25% na produção de junho em relação a maio. Em relação a junho do ano passado, a projeção era negativa em 7,65%
Em maio, a produção industrial tinha caído 0,6% em relação a abril e 3,2% em comparação com maio do ano anterior. O índice também tinha recuado 0,3% em abril e 0,5% em março.
Previsão de queda no ano
A Copa do Mundo contribuiu para a menor produção, segundo economistas, por causa dos feriados em algumas cidades em dias de jogos importantes.Além da Copa, fatores como inflação alta e câmbio valorizado também prejudicam a produção industrial, e deixam os empresários menos confiantes, de acordo com analistas ouvidos pela Reuters.
A crise na indústria já custou cerca de 60 mil empregos em maio e junho, de acordo com dados do Ministério do Trabalho.
A expectativa de economistas ouvidos semanalmente pelo Banco Central é que a produção industrial encolha 1,15% neste ano.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Mudamos o nosso nome de 'Duarte Forex Group' para DIG Educação.
Ola galera, gostaria de informar a todos que mudamos nosso nome de 'Duarte Forex Group' para DIG Educação em todos os nossos websites e ferramentas. Gostaria que todos fizessem a mudacam de mudar os links.
Abaixo estão todos os novos links de todas as nossas ferramentas:
YouTube: https://www.youtube.com/user/DuarteForexGroup
Blog: http://digeducacao.blogspot.com.br/
Twitter: https://twitter.com/digeducacao
Facebook: https://www.facebook.com/digeducacao
Google+: https://plus.google.com/117943091477815915220/posts
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Fed discutiu estratégia de saída de política expansionista, mostra ata do Fomc
Autoridades do Federal Reserve abriram caminho no mês passado para
eventual retirada da política monetária ultra-expansionista ao debater
as ferramentas que poderiam ser utilizadas na tarefa, mas não foram
tomadas decisões.
Segundo a ata da reunião de abril do banco central dos Estados Unidos divulgada nesta quarta-feira, a equipe do Fed apresentou diversas maneiras de elevar as taxas de juros de curto prazo, mas disseram que a discussão é apenas um "planejamento prudente" e não um sinal de que a alta dos juros virá em algum momento em breve.
O debate sobre quando abandonar a política monetária altamente expansionista do Fed e quais ferramentas serão mais eficazes é o mais recente sinal a indicar que o Fed está preparado para deixar para trás as taxas de juros quase zeradas e os trilhões de dólares em compras de títulos.
"Os participantes concordaram de forma geral que começar a considerar as opções para normalização nesta reunião era prudente, pois ajudaria o Fomc a tomar decisões sobre a normalização e comunicar os planos ao público bem antes de os primeiros passos na normalização da política monetária tornarem-se apropriados", trouxe a ata da reunião de 29 e 30 de abril do Fomc.
"A discussão do Fomc desse tópico foi tomada como parte de planejamento prudente e não implica que a normalização vai necessariamente começar em algum momento em breve", acrescentou.
(Reportagem de Michael Flaherty e Howard Schneider)
Segundo a ata da reunião de abril do banco central dos Estados Unidos divulgada nesta quarta-feira, a equipe do Fed apresentou diversas maneiras de elevar as taxas de juros de curto prazo, mas disseram que a discussão é apenas um "planejamento prudente" e não um sinal de que a alta dos juros virá em algum momento em breve.
O debate sobre quando abandonar a política monetária altamente expansionista do Fed e quais ferramentas serão mais eficazes é o mais recente sinal a indicar que o Fed está preparado para deixar para trás as taxas de juros quase zeradas e os trilhões de dólares em compras de títulos.
"Os participantes concordaram de forma geral que começar a considerar as opções para normalização nesta reunião era prudente, pois ajudaria o Fomc a tomar decisões sobre a normalização e comunicar os planos ao público bem antes de os primeiros passos na normalização da política monetária tornarem-se apropriados", trouxe a ata da reunião de 29 e 30 de abril do Fomc.
"A discussão do Fomc desse tópico foi tomada como parte de planejamento prudente e não implica que a normalização vai necessariamente começar em algum momento em breve", acrescentou.
(Reportagem de Michael Flaherty e Howard Schneider)
quinta-feira, 24 de abril de 2014
BC da Nova Zelândia eleva taxa de juro a 3%
O Banco Central da Nova Zelândia elevou a taxa de juros pelo segundo mês
consecutivo, na medida em que a expansão econômica do país ganha força e
as pressões inflacionárias crescem. A instituição anunciou um aumento
de 0,25 ponto porcentual na taxa de juros, para 3,00%.
"Neste cenário, é importante que as expectativas de inflação continuem contidas. Para alcançar isso, é necessário subir os juros para um nível no qual eles não somem mais à demanda", disse o presidente do banco, Graeme Wheeler, em comunicado divulgado após a decisão.
Ele destacou, porém, que o ritmo do aperto monetário "vai depender de dados econômicos e da nossa contínua avaliação das emergentes pressões inflacionárias". Fonte: Dow Jones Newswires.
"Neste cenário, é importante que as expectativas de inflação continuem contidas. Para alcançar isso, é necessário subir os juros para um nível no qual eles não somem mais à demanda", disse o presidente do banco, Graeme Wheeler, em comunicado divulgado após a decisão.
Ele destacou, porém, que o ritmo do aperto monetário "vai depender de dados econômicos e da nossa contínua avaliação das emergentes pressões inflacionárias". Fonte: Dow Jones Newswires.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Atividade industrial dos EUA cresce em abril, mostra PMI Comente
LONDRES, 23 Abr (Reuters) - O setor manufatureiro dos Estados
Unidos expandiu menos do que o esperado em abril com recuo dos estoques,
mas o crescimento da produção industrial atingiu o ritmo mais rápido em
três anos, mostrou nesta quarta-feira a pesquisa Índice de Gerentes de
Compras (PMI, na sigla em inglês).
A empresa de dados financeiros Markit informou que seu PMI preliminar de indústria dos EUA caiu para 55,4 em abril, ante 55,5 em março. Economistas consultados pela reuters esperavam 56,0. Leitura acima de 50 sinaliza expansão da atividade.
O subíndice de produção saltou para 58,2, maior nível desde março de 2011, ante 57,5 no mês passado.
"Com a indústria agindo como bom guia do resto da economia, a pesquisa é um indicador importante de crescimento mais robusto no segundo trimestre", disse o economista-chefe do Markit, Chris Williamson.
"Essa é uma retomada liderada pelo mercado doméstico", acrescentou ele. "O crescimento mais rápido das novas encomendas está sendo conduzido pelo aumento da demanda dos mercados dos EUA."
O subíndice de novas encomendas subiu para 58,9, sobre 58,1 no mês passado. O que mais pesou sobre o índice foi a contração dos estoques.
A empresa de dados financeiros Markit informou que seu PMI preliminar de indústria dos EUA caiu para 55,4 em abril, ante 55,5 em março. Economistas consultados pela reuters esperavam 56,0. Leitura acima de 50 sinaliza expansão da atividade.
O subíndice de produção saltou para 58,2, maior nível desde março de 2011, ante 57,5 no mês passado.
"Com a indústria agindo como bom guia do resto da economia, a pesquisa é um indicador importante de crescimento mais robusto no segundo trimestre", disse o economista-chefe do Markit, Chris Williamson.
"Essa é uma retomada liderada pelo mercado doméstico", acrescentou ele. "O crescimento mais rápido das novas encomendas está sendo conduzido pelo aumento da demanda dos mercados dos EUA."
O subíndice de novas encomendas subiu para 58,9, sobre 58,1 no mês passado. O que mais pesou sobre o índice foi a contração dos estoques.
quarta-feira, 12 de março de 2014
NZD/USD nas altas antes da grande noticia do Banco Central da Nova Zelandia (RBNZ)
Ola Traders,
Aqui estao os graficos que estou olhando antes da noticia. Nao se esqueca que quando a noticia sair, 5 minutos depois o governador do Banco Central da Nova Zelandia (RBNZ) ira falar e pode falar surpresas e talvez mudar a direcao do mercado.
De acordo com uma pesquisa da Bloomberg, todos os 15 economistas consultados ver o Banco Central da Nova Zelandia (RBNZ) elevando a taxa básica de juros em 25 pb em março, e que o banco central pode olhar para normalizar a política monetária ao longo de 2014.
O que está previsto:
Tempo de lançamento: 12/03/2014, 17:00 (horario de Brasilia)
Par com impacto maior: NZD / USD
Esperado: 2,75%
Anterior: 2,50%
Graficos: (click em cima do grafico para ver com tamanho maior)
Semanal:
Vendo este grafico semanal, podemos ver que estamos com sinais de venda no RSI, segunda vez que esta tocando na linha 60 desde Outubro 2013. Porem, tambem podemos ver uma grande resistencia em 0.8585 junto com uma linha de tendencia que colocamos na alta de 30/07/2011 e 06/04/2013.
Diario:
Neste grafico diario tambem podemos ver um sinal de venda no RSI e ele tambem esta chegando na linha 70 (pode servir como resistencia). Resistencias em 0.8543, 0.8585 e 0.8677.
4 Horas:
Neste grafico de 4 horas podemos ver que estamos em um 'wedge' que serve normalmente em fase de correcao ou em espera de uma noticia que esta sendo nosso caso hoje. Resistencia em curto prazo sera 0.8510 e 0.8520. Suporte de curto prazo em 1.8430 e 0.8390.
Traders, mesmo nos temos sinais de venda no RSI no diario e semanal nao quer dizer que iremos vender antes ou durante a noticia. Vamos deixar o mercado fazer oque ele tem que fazer com a noticia e tambem ver oque o Banco Central da Nova Zelandia tem que dizer e ver se eles realmente vao mudar as taxas de juros. Recomendo para aqueles que nao se sentem confiante ou nao sabem operar noticias, para operar somente 15 mins depois da noticia, porque o mercado ja ouviu tudo oque tinha para ouvir e economistas comecam a pensar e operar para o medio prazo para o NZD.
Por outro lado, fique com 0.8585. Este nivel sera mega importante!
Boa sorte.
Links:
Facebook: https://www.facebook.com/duarteforexg...
Blog: http://duarteforexgroup.blogspot.co.uk/
Twitter: https://twitter.com/duartefxgroup
Link do nosso perfil no Google+: https://plus.google.com/1164734374380...
Obrigado,
Thiago Duarte
thiago@duarteinvestmentgroup.com
Chefe Estrategista do Duarte Investment Group - DIG - UK
www.duarteinvestmentgroup.com
Aqui estao os graficos que estou olhando antes da noticia. Nao se esqueca que quando a noticia sair, 5 minutos depois o governador do Banco Central da Nova Zelandia (RBNZ) ira falar e pode falar surpresas e talvez mudar a direcao do mercado.
De acordo com uma pesquisa da Bloomberg, todos os 15 economistas consultados ver o Banco Central da Nova Zelandia (RBNZ) elevando a taxa básica de juros em 25 pb em março, e que o banco central pode olhar para normalizar a política monetária ao longo de 2014.
O que está previsto:
Tempo de lançamento: 12/03/2014, 17:00 (horario de Brasilia)
Par com impacto maior: NZD / USD
Esperado: 2,75%
Anterior: 2,50%
Graficos: (click em cima do grafico para ver com tamanho maior)
Semanal:
Vendo este grafico semanal, podemos ver que estamos com sinais de venda no RSI, segunda vez que esta tocando na linha 60 desde Outubro 2013. Porem, tambem podemos ver uma grande resistencia em 0.8585 junto com uma linha de tendencia que colocamos na alta de 30/07/2011 e 06/04/2013.
Diario:
Neste grafico diario tambem podemos ver um sinal de venda no RSI e ele tambem esta chegando na linha 70 (pode servir como resistencia). Resistencias em 0.8543, 0.8585 e 0.8677.
4 Horas:
Neste grafico de 4 horas podemos ver que estamos em um 'wedge' que serve normalmente em fase de correcao ou em espera de uma noticia que esta sendo nosso caso hoje. Resistencia em curto prazo sera 0.8510 e 0.8520. Suporte de curto prazo em 1.8430 e 0.8390.
Traders, mesmo nos temos sinais de venda no RSI no diario e semanal nao quer dizer que iremos vender antes ou durante a noticia. Vamos deixar o mercado fazer oque ele tem que fazer com a noticia e tambem ver oque o Banco Central da Nova Zelandia tem que dizer e ver se eles realmente vao mudar as taxas de juros. Recomendo para aqueles que nao se sentem confiante ou nao sabem operar noticias, para operar somente 15 mins depois da noticia, porque o mercado ja ouviu tudo oque tinha para ouvir e economistas comecam a pensar e operar para o medio prazo para o NZD.
Por outro lado, fique com 0.8585. Este nivel sera mega importante!
Boa sorte.
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Obrigado,
Thiago Duarte
thiago@duarteinvestmentgroup.com
Chefe Estrategista do Duarte Investment Group - DIG - UK
www.duarteinvestmentgroup.com
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Duarte Forex Group - Análise Diário 13/02/2014
Ola Traders,
Neste video de hoje estou falando sobre o SP500. Acho que podemos ter uma oportunidade neste par.
Niveis: resistencia: 1,849.0, suporte: 1,822.5
Links:
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Blog: http://duarteforexgroup.blogspot.co.uk/
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Obrigado,
Thiago Duarte
thiago@duarteinvestmentgroup.com
Chefe Estrategista do Duarte Investment Group - DIG - UK
www.duarteinvestmentgroup.com
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Por que os mercados voltam a temer os países emergentes?
Antes considerados um dos motores do crescimento
mundial, os países emergentes deram sinais de instabilidade econômica
nas últimas semanas. Brasil, Turquia, África do Sul e Índia tiveram de
elevar suas taxas de juros enquanto a Argentina viu sua moeda sofrer uma
forte desvalorização perante o dólar.
Por trás da turbulência estão tanto problemas internos desses emergentes como uma mudança na conjuntura internacional - sobretudo nos Estados Unidos.
Nesta quarta-feira, o Fed (banco central americano) anunciou mais uma redução em seus estímulos financeiros: vai cortar sua compra mensal de títulos do patamar atual, de US$ 75 bilhões, para US$ 65 bilhões. O motivo é o fortalecimento da economia americana, que tem precisado de menos estímulos para voltar a crescer.
Mas, na prática, isso tem impacto significativo nos países emergentes: de um lado, há menos dinheiro sendo injetado no mercado; de outro, o fortalecimento americano provoca fuga de capitais de economias menos desenvolvidas, já que o investidor ruma aos EUA em busca de mais segurança.
No Brasil, o dólar chegou nesta quarta a R$ 2,435, uma das maiores altas dos últimos anos; outras moedas estrangeiras também perderam valor perante o dólar.
Mas qual a origem dessa instabilidade? Ela pode levar a uma crise maior, como a que derrubou economias emergentes no final da década de 1990? Veja o que dizem especialistas consultados pela BBC Brasil:
De um lado, os EUA estão se recuperando, diminuindo seus estímulos financeiros e abrindo caminho para elevar suas taxas de juros - elementos que atraem os investidores, em busca de um porto seguro para seus investimentos.
"Isso leva a uma fuga de capitais, que por sua vez afeta o câmbio (desvalorizando as moedas perante o dólar) e gera um processo inflacionário (encarecendo produtos importados)", diz André Pereira Perfeito, economista-chefe do Gradual Investimentos.
A reação dos bancos centrais é aumentar as taxas de juros, para atrair investidores oferecendo uma rentabilidade mais alta. Mas é o efeito colateral o que esfria a economia - fica mais caro pegar dinheiro emprestado para abrir um negócio, por exemplo.
De outro lado, a China já não cresce na mesma velocidade, diminuindo suas compras de commodities de economias emergentes como Brasil e Argentina.
"Esse esfriamento desequilibra as balanças comerciais e o país perde a capacidade (de reter) moeda estrangeira", explica Otto Nogami, professor de economia do Insper.
Fora isso, persistem os problemas internos desses países, de infraestrutura à falta de confiança na habilidade de governos em administrar economia, que acabam perdendo a atratividade perante os olhos de investidores externos.
"Ao contrário da Argentina, que não tem conseguido gerar investimentos, o Brasil avançou no varejo, na construção civil, nos setores automotivo de de infraestrutura", opina André Perfeito, agregando que as reservas internacionais brasileiras são bem mais robustas - ou seja, o país tem mais capacidade de se manter solvente.
Segundo o economista, as reservas atuais brasileiras seriam suficientes para bancar, sozinhas, um ano e meio de importações (as da Argentina, por exemplo, durariam pouco mais de quatro meses).
Além disso, diz ele, a elevação de juros tem ocorrido de forma bem mais controlada - ao contrário da Turquia, que dobrou sua taxa de juros na última terça-feira, de 4,5% para 10%, um "ato de desespero" para evitar uma fuga maior de capitais, na visão do analista.
"O conjunto de emergentes é muito heterogêneo, e a situação dos países deve ser vista caso a caso", agrega Perfeito.
Na terça-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a instabilidade atual é parte de um momento de acomodação da economia mundial.
Para Nogami, do Insper, esse risco existe se os países não tomarem medidas para evitar um ciclo de recessão (em que a alta de juros freie a economia e a inflação tire o poder de compra das pessoas).
"Para reverter o ciclo, os governos precisam equilibrar seus gastos, controlar a inflação e resgatar sua credibilidade para atrair investimentos", diz. No entanto, para Samy Dana, professor da FGV-SP, o cenário mudou muito desde os anos 1990: "Nossas reservas internacionais estão muito maiores do que eram", explica. Ou seja, temos um "colchão" maior para conter uma eventual crise.
O mesmo vale para outros países emergentes, cujas dívidas em dólar também não são tão grandes.
Além disso, no caso do Brasil, a moeda local está muito mais consolidada (nos anos 1990, o real era uma moeda nova e recém-estabilizada), explica Perfeito.
"Não acho que o cenário seja tão ruim o quanto estão pintando", diz o economista. "Até porque não vale a pena para os EUA manterem sua moeda tão valorizada (perante moedas emergentes) num momento em que tenta se recuperar economicamente."
A Argentina, porém, vive situação muito mais frágil, com baixas reservas internacionais, uma economia bem menos diversificada que a do Brasil e sinais de esgotamento do modelo adotado pelo governo Kirchner.
O diretor do departamento Monetário e de Mercado de Capitais do FMI, José Viñals, declarou à imprensa nesta sexta-feira que "a situação não é de pânico" e que a turbulência nos emergentes ocorre porque os emergentes "ainda não se ajustaram a condições externas mais voláteis".
Por trás da turbulência estão tanto problemas internos desses emergentes como uma mudança na conjuntura internacional - sobretudo nos Estados Unidos.
Nesta quarta-feira, o Fed (banco central americano) anunciou mais uma redução em seus estímulos financeiros: vai cortar sua compra mensal de títulos do patamar atual, de US$ 75 bilhões, para US$ 65 bilhões. O motivo é o fortalecimento da economia americana, que tem precisado de menos estímulos para voltar a crescer.
Mas, na prática, isso tem impacto significativo nos países emergentes: de um lado, há menos dinheiro sendo injetado no mercado; de outro, o fortalecimento americano provoca fuga de capitais de economias menos desenvolvidas, já que o investidor ruma aos EUA em busca de mais segurança.
No Brasil, o dólar chegou nesta quarta a R$ 2,435, uma das maiores altas dos últimos anos; outras moedas estrangeiras também perderam valor perante o dólar.
Mas qual a origem dessa instabilidade? Ela pode levar a uma crise maior, como a que derrubou economias emergentes no final da década de 1990? Veja o que dizem especialistas consultados pela BBC Brasil:
Por que os mercados emergentes estão sofrendo?
Depois de terem atraído investidores no pós-crise de 2008, quando países desenvolvidos se tornaram pouco atraentes, os países emergentes já não são o destino favorito do dinheiro que circula no mercado financeiro.De um lado, os EUA estão se recuperando, diminuindo seus estímulos financeiros e abrindo caminho para elevar suas taxas de juros - elementos que atraem os investidores, em busca de um porto seguro para seus investimentos.
"Isso leva a uma fuga de capitais, que por sua vez afeta o câmbio (desvalorizando as moedas perante o dólar) e gera um processo inflacionário (encarecendo produtos importados)", diz André Pereira Perfeito, economista-chefe do Gradual Investimentos.
A reação dos bancos centrais é aumentar as taxas de juros, para atrair investidores oferecendo uma rentabilidade mais alta. Mas é o efeito colateral o que esfria a economia - fica mais caro pegar dinheiro emprestado para abrir um negócio, por exemplo.
De outro lado, a China já não cresce na mesma velocidade, diminuindo suas compras de commodities de economias emergentes como Brasil e Argentina.
"Esse esfriamento desequilibra as balanças comerciais e o país perde a capacidade (de reter) moeda estrangeira", explica Otto Nogami, professor de economia do Insper.
Fora isso, persistem os problemas internos desses países, de infraestrutura à falta de confiança na habilidade de governos em administrar economia, que acabam perdendo a atratividade perante os olhos de investidores externos.
Os emergentes enfrentam problemas semelhantes?
O Brasil é apontado pelos especialistas como muito mais sólido do que outras economias emergentes, apesar de seus problemas conjunturais."Ao contrário da Argentina, que não tem conseguido gerar investimentos, o Brasil avançou no varejo, na construção civil, nos setores automotivo de de infraestrutura", opina André Perfeito, agregando que as reservas internacionais brasileiras são bem mais robustas - ou seja, o país tem mais capacidade de se manter solvente.
Segundo o economista, as reservas atuais brasileiras seriam suficientes para bancar, sozinhas, um ano e meio de importações (as da Argentina, por exemplo, durariam pouco mais de quatro meses).
Além disso, diz ele, a elevação de juros tem ocorrido de forma bem mais controlada - ao contrário da Turquia, que dobrou sua taxa de juros na última terça-feira, de 4,5% para 10%, um "ato de desespero" para evitar uma fuga maior de capitais, na visão do analista.
"O conjunto de emergentes é muito heterogêneo, e a situação dos países deve ser vista caso a caso", agrega Perfeito.
Na terça-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a instabilidade atual é parte de um momento de acomodação da economia mundial.
Existe o risco de uma crise maior?
As turbulências despertaram especulações quanto a um possível contágio financeiro semelhante ao que derrubou, em efeito dominó, as economias emergentes no final da década de 1990.Para Nogami, do Insper, esse risco existe se os países não tomarem medidas para evitar um ciclo de recessão (em que a alta de juros freie a economia e a inflação tire o poder de compra das pessoas).
"Para reverter o ciclo, os governos precisam equilibrar seus gastos, controlar a inflação e resgatar sua credibilidade para atrair investimentos", diz. No entanto, para Samy Dana, professor da FGV-SP, o cenário mudou muito desde os anos 1990: "Nossas reservas internacionais estão muito maiores do que eram", explica. Ou seja, temos um "colchão" maior para conter uma eventual crise.
O mesmo vale para outros países emergentes, cujas dívidas em dólar também não são tão grandes.
Além disso, no caso do Brasil, a moeda local está muito mais consolidada (nos anos 1990, o real era uma moeda nova e recém-estabilizada), explica Perfeito.
"Não acho que o cenário seja tão ruim o quanto estão pintando", diz o economista. "Até porque não vale a pena para os EUA manterem sua moeda tão valorizada (perante moedas emergentes) num momento em que tenta se recuperar economicamente."
A Argentina, porém, vive situação muito mais frágil, com baixas reservas internacionais, uma economia bem menos diversificada que a do Brasil e sinais de esgotamento do modelo adotado pelo governo Kirchner.
O diretor do departamento Monetário e de Mercado de Capitais do FMI, José Viñals, declarou à imprensa nesta sexta-feira que "a situação não é de pânico" e que a turbulência nos emergentes ocorre porque os emergentes "ainda não se ajustaram a condições externas mais voláteis".
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Investidores aguardam decisão do BC dos EUA sobre estímulo econômico
Investidores de todo o mundo aguardam, nesta quarta-feira (29), uma
decisão do Federal Reserve, o Fed, banco central dos Estados Unidos,
sobre a continuidade de sua política de estímulos econômicos.
A maioria dos analistas consultados pela agência de notícias Reuters avalia que o Fed deve reduzir seu pacote de compra de títulos em mais US$ 10 bilhões neste mês, para US$ 65 bilhões.
O estímulo já foi reduzido de US$ 85 bilhões mensais para US$ 75 bilhões por mês em dezembro. Na ocasião, Fed indicou que deveria continuar reduzindo seu estímulo, se os dados de emprego e inflação continuassem melhorando.
O BC americano utiliza uma ferramenta clássica de política econômica para fazer essa injeção de recursos: a compra de títulos públicos (pedaços da dívida estatal, vendidos pelo Tesouro dos EUA) em mãos de investidores e bancos.
Sem essa enxurrada de dólares e com juros mais altos nos EUA, os investidores tendem a preferir opções consideradas mais seguras, e tirar recursos de países emergentes.
Dólares baratos que alimentaram um boom no Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul na última década diminuíram desde que o Fed alertou, em maio de 2013, sobre a possível redução do esquema de compra de títulos dos EUA.
Em oito anos à frente do Fed, Ben Bernanke adotou medidas consideradas heterodoxas pelo mercado. Ele estruturou um balanço patrimonial de US$ 4 trilhões, e manteve as taxas de juros do país próximas de zero por mais de cinco anos, em uma tentativa de tirar a economia da pior recessão em décadas.
Agora, o Fed avalia que as medidas estão começando a surtir efeito, baseado em dados mais positivos sobre o crescimento dos empregos no país. Em contrapartida, essa emissão bilionária de dinheiro pode causar prejuízos ao país a longo prazo.
Apesar de estar levando a cabo a redução do estímulo, uma alta na taxa de juros está distante. As autoridades devem manter a promessa de deixar as taxas perto de zero até bem depois que a taxa de desemprego, agora em 6,7%, caia a 6,5%. O Fed vai anunciar sua decisão às 17h (horário de Brasília).
A maioria dos analistas consultados pela agência de notícias Reuters avalia que o Fed deve reduzir seu pacote de compra de títulos em mais US$ 10 bilhões neste mês, para US$ 65 bilhões.
O estímulo já foi reduzido de US$ 85 bilhões mensais para US$ 75 bilhões por mês em dezembro. Na ocasião, Fed indicou que deveria continuar reduzindo seu estímulo, se os dados de emprego e inflação continuassem melhorando.
Mudança pode 'tirar' dólares de países emergentes
Desde o início do programa, o Fed injetava US$ 85 bilhões nos mercados todos os meses, em um programa conhecido como QE3.O BC americano utiliza uma ferramenta clássica de política econômica para fazer essa injeção de recursos: a compra de títulos públicos (pedaços da dívida estatal, vendidos pelo Tesouro dos EUA) em mãos de investidores e bancos.
Sem essa enxurrada de dólares e com juros mais altos nos EUA, os investidores tendem a preferir opções consideradas mais seguras, e tirar recursos de países emergentes.
Dólares baratos que alimentaram um boom no Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul na última década diminuíram desde que o Fed alertou, em maio de 2013, sobre a possível redução do esquema de compra de títulos dos EUA.
Troca de comando
A reunião do Fed, que termina hoje, é a última com Ben Bernanke na presidência. Ele será substituído por Janet Yellen, que foi indicada pelo presidente Barack Obama.Em oito anos à frente do Fed, Ben Bernanke adotou medidas consideradas heterodoxas pelo mercado. Ele estruturou um balanço patrimonial de US$ 4 trilhões, e manteve as taxas de juros do país próximas de zero por mais de cinco anos, em uma tentativa de tirar a economia da pior recessão em décadas.
Agora, o Fed avalia que as medidas estão começando a surtir efeito, baseado em dados mais positivos sobre o crescimento dos empregos no país. Em contrapartida, essa emissão bilionária de dinheiro pode causar prejuízos ao país a longo prazo.
Apesar de estar levando a cabo a redução do estímulo, uma alta na taxa de juros está distante. As autoridades devem manter a promessa de deixar as taxas perto de zero até bem depois que a taxa de desemprego, agora em 6,7%, caia a 6,5%. O Fed vai anunciar sua decisão às 17h (horário de Brasília).
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